Vivem crianças e girassóis
de olhos expectantes na tua imagem,
desalinhados em assombro e espanto
perante a atónita descoberta
de que te navegam barcos de esperança
de braços e velas abertas para o amanhecer,
descerrando amuradas aos primeiros raios matinais.
(amanhece a clareza do fruto como uma nau
impulsionada pela força motriz da tua voz)
E quando intersectas a noite com o olhar
os leopardos enfeitiçam as savanas.
a cadência envolvente
das tuas curvas quentes e melódicas
consagra a invenção marginal do instante
num palco virado para o rio
(a direcção das linhas da vida, cruzando-se)
Vivem crianças e girassóis
em anéis de fogo lácteos
cerceando as monções esfingicas dos teus ombros
com latência de lábios pulsando
uma corrente incendiária de beijos
no espaço que habitas
(em beleza silenciosa)
Na intensidade fulcral e aquilina
do menear do teu corpo
agitado silenciosamente
pela elegia afectiva dos salgueiros
de olhos expectantes na tua imagem,
desalinhados em assombro e espanto
perante a atónita descoberta
de que te navegam barcos de esperança
de braços e velas abertas para o amanhecer,
descerrando amuradas aos primeiros raios matinais.
(amanhece a clareza do fruto como uma nau
impulsionada pela força motriz da tua voz)
E quando intersectas a noite com o olhar
os leopardos enfeitiçam as savanas.
a cadência envolvente
das tuas curvas quentes e melódicas
consagra a invenção marginal do instante
num palco virado para o rio
(a direcção das linhas da vida, cruzando-se)
Vivem crianças e girassóis
em anéis de fogo lácteos
cerceando as monções esfingicas dos teus ombros
com latência de lábios pulsando
uma corrente incendiária de beijos
no espaço que habitas
(em beleza silenciosa)
Na intensidade fulcral e aquilina
do menear do teu corpo
agitado silenciosamente
pela elegia afectiva dos salgueiros


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